
Por que insiste em me surpreender? Não vê que qualquer elemento, fator determinante de sentimentos que transcenda uma vontade louca contida de querer estar junto e/ou que me leve a algum entendimento quanto a necessidade de se ter algo/alguém inexiste agora?! Já não nos cabe a dúvida, eu quero a certeza. Quero a tua certeza. Escancarada no rosto lúbrico, esculpida por entre os olhos, o nariz, a boca, os dentes. Eu quero o sonho continuado de quem não sonha, ou de quem acredita na sua realidade. Eu quero o sabor e o frescor de hortelã na boca como tradução ao que não se pode ver; ao intangível. Quero a pele fria, e quero a pele quente também. Eu quero que você me esquente. Não há dúvidas de que só o teu calor me aquece agora. É por isso que eu quero você, só você. Quero matar a minha sede insaciável de te ter cotidianamente. Quero, não no sentido de ter, pois já tenho, mas no intuito de confirmar o intangível. Quero no sentido de acrescentar valores que norteiam a órbita do amar, do respeitar, do sentir, do desejar, do querer junto e do acordar em conjunto. No sentido de segmentar o que não se pode tocar, mas pode-se sentir forte, quente, efervescente. Porque tudo o que há em você agora, ou a partir de agora, de ontem ou de sempre, há em mim também. Por que já não existe mais o EU e VOCÊ, existe o NÓS, o NOSSO. Existe a nossa união quando eu te aceito e você me aceita, sobretudo, quando nos aceitamos em conjunto.

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