E tantas coisas eu falei, e tantas outras fui capaz,
Que hoje já nem lembro mais porque comecei.
Se era amor, não sei, mas me fazia bem.
Um sentimento desconhecido,
Nunca antes por mim vivido, e que por ele quase perco a lucidez.
Se era amor, não sei.
Mas foi tanto que o desejei,
Que já não conseguia ficar sem,
Ouvir a sua voz quando me calava.
Se era amor, não sei.
Mas eu quis eternizá-lo.
Dei tanto de mim,
Que quase esquece do meu próprio eu.
Se era amor, não sei.
Mas eu faria tudo pra vivê-lo outra vez.
E vivê-lo-ia com a mesma intensidade.
Se era amor, não sei.
Mas hoje, já nem importa mais.
E agora me vejo num breu,
Pois percebo que nada foi capaz,
De fazer esse coração ser meu.
Se era amor, não sei.
E como saber se ele de fato existia?
Se da sua parte já nem mais saberia,
Se esse amor o consumia.
E se eu seria capaz de eternizá-lo um dia.
"Parto agora sem saber se era amor,
Mas se foi, ele ressuscitará."
Joice Soares
sábado, 4 de julho de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
Só Agora
E só agora eu me dei conta... Só agora eu me dei conta que falta algo em mim.Que arracaram uma parte de mim sem pedir a minha permissão. Só agora eu me dei conta do quanto dói parar e ver que essa parte se afasta a cada segundo. Segundos que antes cheguei a pensar que eram dias, mas não, está muito rápido. E só agora eu me dei conta... Mas isso não faz de mim uma tola, porque eu cuidei desse pedaço que hoje me abandona como se eu fosse a pior das pessoas. Como se eu fosse apenas uma parte material dela. Como se eu NUNCA existisse de fato. Mas só agora me dei conta... Já não sinto meus pés no chão. É como se eu estivesse flutuando a procura de um novo ser. Como se eu estivesse livre como um pássaro numa vasta floresta, mas sem poder voar. E só agora me dei conta.
Joice Soares
Joice Soares
terça-feira, 10 de março de 2009
De repente
De repente, a tristeza afrouxa o coração,
Como o vento trazendo um cisco nos olhos.
De repente o arrependimento nos provoca o medo,
Como uma mentira que vem á tona.
De repente, como uma chuva num fim de tarde,
Que nos trás noites frias e calmas,
A incerteza corroe o homem e domina a sua alma.
Como um cão feróis ele tenta fugir dos seus medos e anseios.
Ele procura por abrigo, mas ele perde o juízo e cai no abismo achando que a mentira tem cura.
Joice Soares
Como o vento trazendo um cisco nos olhos.
De repente o arrependimento nos provoca o medo,
Como uma mentira que vem á tona.
De repente, como uma chuva num fim de tarde,
Que nos trás noites frias e calmas,
A incerteza corroe o homem e domina a sua alma.
Como um cão feróis ele tenta fugir dos seus medos e anseios.
Ele procura por abrigo, mas ele perde o juízo e cai no abismo achando que a mentira tem cura.
Joice Soares
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Desabafo
Eu desejei não ter acordado.
Foi mais que um desejo, foi um suplico de um coração dilacerado.
Eu desejei não ter acordado para não ter passado pelo que passei.
Eu desejei na verdade, nunca ter ouvido de você que eu fui uma decepção.
O sopro que eu sentir em meu peito, foi como se a angustia de mil pessoas transpassasse para apenas uma, e esta entrasse em transe por não saber como lidar com essa dor. Esta pessoa era eu.
As lágrimas que nesse momento passeia por entre minha face é de decepção, não a que causei a você, mas a que causei a mim mesma em decepcionar-te.
25/02/2009, 21:58h.
Joice Soares
Foi mais que um desejo, foi um suplico de um coração dilacerado.
Eu desejei não ter acordado para não ter passado pelo que passei.
Eu desejei na verdade, nunca ter ouvido de você que eu fui uma decepção.
O sopro que eu sentir em meu peito, foi como se a angustia de mil pessoas transpassasse para apenas uma, e esta entrasse em transe por não saber como lidar com essa dor. Esta pessoa era eu.
As lágrimas que nesse momento passeia por entre minha face é de decepção, não a que causei a você, mas a que causei a mim mesma em decepcionar-te.
25/02/2009, 21:58h.
Joice Soares
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