terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Conversa Íntima


Sei bem, em algum momento irão questionar meus amores. Bem, quem nunca viveu um amor? Os amores surgem para preencher o nosso mundo. Eles acabam porque necessitam de renovação, e o amor é vida. Eu falo dos meus amores, por que o vivi. Eu vivi meus amores no momento em que o tinha, e é isso que me faz escrever sobre eles. Escrever não é querer revive-lo, mas simbolizá-lo e dá o valor que o merece, por tudo o que me representara um dia, por que eu o fui, e ele me foi, sobretudo, fomos um nós infinito dentro da dimensão a qual nos encontrara. Não ignoro meus amores passados, assim como não desprezo qualquer chance de ter um novo. Embora já tenha o feito. Vivo revendo meus atos, isso me faz crescer como pessoa. Já errei sim, e já voltei atrás também, sou um bicho humano. Mas sobre os meus amores, ainda que não o viva mais, pelo que vivi um dia; pelo – nós - que existira, sempre eternizá-los-ei na escrita, por que eu vivo de amor. Eu tenho amor em mim, e me alimento dele. Não me basto no amor que tenho, por isso o procuro sempre.

Joice Soares

sábado, 30 de outubro de 2010

Aniversário


Era 16-09-2010. Um dia normal, estava tudo tão comum. Nem parecia que era véspera do meu aniversário. A cidade não mudara de cor. As pessoas como sempre correndo contra o tempo. O transito também era o mesmo. Em certo instante me bateu uma vontade de dizer em tom irônico: Calma meu povo, tenha calma, pois amanhã é feriado. Como se o fato de estar aniversariando fosse motivo de paralisar a cidade. Mas fora apenas um repentino desejo. Um encontro. Algumas cervejas. Conversas. Sorrisos. Uns parabéns antecipado, e eu me recolhi. Como seria o outro dia? - Seria belo, lindo, brilhante, tinha que ser. Foi a minha ultima ressalva antes de adormecer.
Ao acordar, a escuridão que ainda habitava no meu quarto não me permitia ver como o dia estava nascendo, mas a certeza de que esse dia brilharia feliz se mantinha em mim. Levantei, lavei o rosto e fui verificar antes mesmo de começar qualquer atividade. Eu queria sentir e ver esse meu dia. Ela, a manha, estava linda. Uma linda manha me esperava. Uma pequena viagem num início da manha me fez bem. Serviu-me para refletir e imaginar como seria esse dia. Houve um momento em que não consegui pensar em nada. Um fundo musical me fazia relaxar. Aos poucos fui voltado a si, fui voltando a mim, ao meu dia. De repente lembrei-me das ligações que havia recebido a meia noite. Um verdadeiro festival de ligações. Foi boa aquela sensação. As pessoas me ligando a todo o momento, desejando um feliz aniversário. Jamais irei esquecer. Voltando ao momento que me cabia, atenciosamente, dentro daquele carro que me guiava a minha pequena cidade, eu ia olhando a paisagem. Não perder nenhum momento daquele dia era como desfrutar de tudo o que ele havia me reservado, e como um presente que se ganha de um amigo, nunca devemos recusar. Ocorreu tudo bem, e seguindo os passos do grande Caio Abreu eu digo: Quem diria que viver ia dar nisso? E durante o meu dia fui repetindo isso no meu consciente. - Quem diria... Mas que bom, que bom que estamos aí, aqui, ali. Em todos os lugares e em nenhum lugar. Mas que bom. Ocorreu tudo bem, e agora eu recomeço, como a cada manha, a cada lindo dia. "Que seja doce." Como diria o grande Caio. - Que seja doce.
Joice Soares

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Fio da Meada


Ha algum tempo venho tentando entender a razão pela qual a felicidade e a tristeza andam sempre de mãos dadas. Mas embora ambas estejam tão próximas, cada uma vive o seu momento de cada vez. Foi aí que entendi que não existe felicidade para todo mundo, assim com não existe tristeza para todo mundo. É necessário então que uma pessoa esteja triste para que outra esteja feliz, e vice-versa. Silenciei por alguns minutos à pensar até compreender. Era difícil aceitar que naquele momento alguém estava sendo feliz por mim. Não aceitando o fato de que a tristeza habitasse ali, mas na tentativa de achar outra saída, outra explicação, outra maneira de estar com a felicidade de novo, ainda que, sendo um tanto egoísta, mas eu quis me encontrar, te encontrar, e nos encontrar em qualquer lugar que não fosse esse, e que houvesse a minha felicidade. Que houvesse você.

Joice Soares

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Contratempo


Sabe, antes de você alguém esteve aqui. Essa pessoa bateu com tanta força na minha porta, mais tanta força que eu tive medo. Eu me mantive fechada, trancada a sete chaves até que ela se foi. Não senti de imediato a sua partida. Eu estava do outro lado da porta. Apenas notei que ela havia parado de bater. Com você foi diferente. Antes mesmo de você bater, eu já havia aberto todas as portas e janelas do meu coração para te receber. E havia flores. E havia perfume no ar. E havia a esperança. E havia a confiança. E havia eu e você, apenas eu e você, não o nós. O nós ainda não havia chegado ali. Eu tinha aberto as portas e as janelas, espalhei flores e perfume no ar, tudo tão cedo demais. Parece que dessa vez quem teve medo foi você. Eu não sei, mas você se foi. Apenas se foi sem dizer nada.

Joice Soares

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Falar de quem a gente gosta pode ser tão difícil quanto falar de quem não conhecemos. Assim, ao mesmo tempo em que ha milhões de coisas a serem ditas, nem sempre é suficiente para o que realmente queremos dizer. É complicado. Então, será que existe em algum texto por aí, algo que me sirva como exemplo para o que sinto e gostaria de lhe dizer?! É complicado mesmo. Por um momento cheguei a pensar que seria fácil. Iria chegar aqui e então te chamar de bobo, chato, e tantas outras coisas, porém, o ato de olhar para uma foto sua me vem pensamentos que se alto contradizem com tudo o que já havia pensado em lhe dizer.

Joice Soares

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Tattoo

Até hoje eu me pergunto o que deu naquele ser para se atrever dessa forma. Passaram-se tanto tempo, e do nada me aparece com o corpo riscado. Provocando-me, mesmo que sem querer. Fazendo-me voltar o tempo e me questionar. Aqueles riscos revelam algo que permanecia calado até então. Mas era o momento de decifrá-lo. E eu me desmontei. Aqueles riscos localizados naquele corpo me desconcertaram completamente. Eu não sabia o que dizer, o que sentir, o que pensar. E até hoje não sei. Acho que por isso me mantive calada durante todo esse tempo. Os seus riscos me calaram. Seria a confissão de um amor que ainda permanecia vivo? Ou uma forma de eternizar uma relação ou sentimento que, ainda que tenha se perdido no tempo, seria válido lembrar o quão bom foi quando vivido? Eu não consegui, enfim, entender o que de fato motivou aquele ser a fazer aqueles riscos no corpo. Aqueles riscos que se unindo transformavam-se no meu nome – Joice. Sem esquecer os coraçãozinhos vermelhos de ponta a ponta. Há aqueles riscos... Eu não quero parecer repetitiva, e acho que nem fui aqui, mas aquela demonstração, não sei do quê, ou sei, me deixou abobalhada. Porque não eram só riscos num corpo. Eram riscos que simbolizavam o meu nome. E repito - O meu nome.

Joice Soares

No gelo

Meus pensamentos e meus dedos, hoje, sobretudo hoje, eu não consigo controlá-los. Eu estou travando. É como se eu estivesse dando 'tilt'. Não há o que pensar. Não há o que dizer. Não há o que sentir. Ou talvez haja, haja tanto o que pensar, dizer e sentir que eu esteja sobrecarregando, ou sobrecarregada de sentimentos.




Joice Soares

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Doce manha de céu azul


Oh, doce manha de céu azul. Essa, que me trás aqui assim, sem que nem eu mesma me toc do que de verdade venho fazer. Mas apenas estou a fazer... Relembrando do quão bom foi o dia em que eu pude ver quem realmente você era, e não foi preciso que você me dissesse nada, pois transparecia nos teus olhos, no soar da tua voz. Eu quis eternizar aquele momento, sabia?! O novo sempre assusta ou surpreende, e não foi diferente. Mas ao mesmo tempo, tudo me parecia tão normal. Assim, como de costume. Mas que o consciente insistia em me revelar que não, que era novo. Pois então que seja. Esse novo se tornará velho um dia, e assim, virão outros novos momentos. Tão belo, mágico e surpreendente quanto tal. Mas que pela sua beleza, todos esses permanecerão eternos em nossas vidas.

Joice Soares

sábado, 4 de setembro de 2010

O Encontro do Ano


Naquela noite fria, algumas coisas já haviam acontecido. Algo que de certa forma, me surpreendeu. Nada demais, mas diferente do que esperava aquela noite. Recomponho-me a um ambiente quente. Foi quando começou aquela confusão corporal que às vezes penso que só acontece comigo. Calor-Frio. Controlar a temperatura do corpo quando o clima sofre influências é muito difícil. Mas não é sobre isso que venho falar. Em meio aos acontecimentos dessa noite fria. Eu já não esperava por muita coisa, o que mais poderia acontecer? Quando a gente espera por tudo, não necessariamente tudo, mas espera muito, acontece que nos distanciamos de muitas coisas, mas quando a gente não espera por muito, passamos a atrair o que acreditamos não vir. De repente, em meio aquela multidão. Músicas, bebidas, cigarros, pessoas andando de um lado pro outro. Sinto como se alguém me segurasse. Olhei. Olhei de novo. Quis ter certeza, não queria confundir os rostos. Todo aquele movimento, aquela confusão, poderia de alguma forma interferir na realidade que me deparava. Mas eu reconheci aquela face. Foi assustador, mas foi um susto bom de sentir. Você, eu, e aquela multidão que mais parecia figurantes que necessariamente estava ali, ou não tão necessariamente. Às vezes não enxergamos os figurantes. O momento nos cega. Mas era você, isso importava. A sua certeza de que era eu, e a minha certeza que se afirmou com o teu sorriso. Pluft-Plaft-Zeim. O encontro do ano. E quem iria crer que um dia chegaríamos a tanto?

Joice Soares

sábado, 14 de agosto de 2010

E todos os demônios se aproximaram, e os anjos também. Eles queriam ver, sentir, tomar, possuir aquela coisa desejada, que você desejou um dia.

Joice Soares

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Labirinto

Tenho tentado sair desse labirinto em que me encontro, mas não há portas. Não há vestígios de outro alguém. Não há vestígios seu... Perco-me na escuridão do meu próprio pensamento. Sufocada de perguntas, tento achar respostas na única coisa na qual você não pode arrancar de mim - A lembrança de tudo que passamos. As minhas lágrimas vão levar embora toda essa tristeza que você deixou no meu peito. E assim, Talvez, eu encontre a saída desse labirinto que existe dentro de mim.

Joice Soares

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Questão sobre o amor

Ouvi dizer que quando se ama deve-se falar, ainda que não obtenha sucesso. Mas afinal, qual a real vantagem em dizer o que se senti, levando em consideração o fato de haver uma probabilidade de não se ter um retorno positivo? -Lancei essa questão, pois resposta não me faltaria. No que se referi a expor o que se senti, ha uma satisfação bem maior em colocar para fora o que ja não cabe mais dentro de si, do que a lamentação em possuir tamanho amor e não ter como expor, porque quando o que se senti, no caso "O AMOR", ele é muito grande, colocar para fora seria se não uma tentativa de esvaziar o coração, uma possibilidade de renovar tal sentimento. Ha quem diga que estou errada, por tanto, vou colocar um ponto nas minhas palavras porquê realmente eu estou de saco cheio de amor por você.

Joice Soares

terça-feira, 20 de julho de 2010

Se conformar com a ausência da pessoa que seria a sua alegria de viver, é aceitar as crueldades da vida.

Joice Soares

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Quando não se conhece o problema, torna-se impossível resolve-lo.

Joice Soares

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Medo do Amanha

E se o amanha não chegar? Como vou te procurar? Como você voltará para mim? De que forma vou deixar claro o meu amor por ti? Se o amanha não chegar... Quem vai me abraçar nas noites frias de inverno? Quem vai me fazer pirar de saudades? Quem tomará conta do meu coração solitário? Se tudo isso acabar, será o fim. Não só de tudo o que há a nossa volta, mas de mim. Há, se o amanha não chegar, não quero nem pensar... Como vou te abraçar? Quem irá me amar? Você lembrar-se-á de mim, ou ficarei perdida na sua memória? Tenho medo do amanha, Mas embora ele tire você de mim, Jamais fará com que eu perca a esperança de te ter novamente. O amanha é incerto, mas a minha promessa de amor eterno não. Se a gente não se encontrar amanha, Procurarei a tua face em outras vidas. Se a gente não se encontrar.

Joice Soares

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Roteiro Antigo

Se for certo afirmar que o nosso destino está predestinado, então, qual o verdadeiro sentido da vida? Se o que eu faço hoje, não muda o que o amanha me reserva, então, de que forma devo fazer? Se eu tivesse a chance de mudar o hoje, o que eu deveria ter feito ontem por você? Eu tento ganhar você, mas a vida insiste em te levar para longe. Vejo os nossos roteiros contraditórios em certos momentos, e me proponho a perguntar: Em qual cena a vida vai nos aproximar de novo? Ou se vai nos aproximar... Eu não consigo prever o fim dessa história. Mas talvez...Ela já tenha chegado ao fim, mas eu insisto a encenar nesse roteiro antigo.

Joice Soares

segunda-feira, 15 de março de 2010

Minha beleza rara


Toda e qualquer mistura de sentimentos faz enlouquecer. Deveria então, não mais haver sentimentos? Ah, então como demonstrar que aquela pessoa nos faz frear a respiração quando aparece? Não imagino como seria o mundo, como eu estaria hoje, quais as pessoas que eu mais procuraria para conversar, em quem eu iria me pegar pensando inúmeras vezes, se você não estivesse entrado na minha vida. E que fique bem claro que isso aqui não é uma confissão, pois eu nunca escondi para mim o que realmente acontecia aqui dentro, nem para você. Nessa história, de encontros e reencontros, eu me vejo como uma vítima. Partindo do pressuposto de que eu não tive para onde correr quando lhe conheci, pois em todo canto avistava a sua face sobressaindo, em destaque nos outdoors da vida, não tive como evitar, eu me encantei por aquela beleza. Mas e agora? Quando você parece querer sumir, o que devo fazer? Vejo-te como algo bem precioso, o qual nem eu mesma posso tocar, então, de que forma posso prender você a mim? Eu não quero deixar você fugir, mas também não quero que você se vá assim, sem mim. Me leve com você aonde for, eu vou. Não tenho medo do amanha, pois se eu tenho você, certamente será melhor que o hoje. Essa utopia que me aflige, que me trás a sensação de perda, eu não quero mais. Essa ânsia de te ver, já não me deixa em paz. Essa vontade louca e estúpida de querer você só para mim, me atormenta a cada dia. Eu não posso fazer nada se você decidir ir, mas eu posso mudar todo o rumo da nossa história se você decidir ficar. Minha beleza rara.

Joice Soares